quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

"TEM CHEIRO DE CARRO NOVO"



Costumam comparar o inicio de uma relação com o cheiro de um carro novo e talvez seja verdade. Com o passar dos meses fica difícil manter o mesmo cheiro que dá lugar a pés sujos de areia, farelos de biscoitos e possíveis problemas no motor. Se antes o carro não enguiçava, mantinha-se limpo com mais frequência e era motivo de orgulho ao ser exibido aos amigos, hoje esgota a pouca paciência que restou quando o rolamento dá sinais de que a coisa não anda bem. Das duas uma: você se livra do problema ou o conserta. Caso decida abrir mão lembre-se de que talvez não consiga algo igual, ainda que tenha seus defeitos. Ah, e que sempre haverá alguém interessado. Se optar por consertar o defeito ,sinto em dizer que - infelizmente - existem poucos profissionais em que se pode, de fato, confiar. Muita gente chega com um fusível queimado e sai com um orçamento de duas páginas que recomenda uma geral no automóvel. Por isso é preciso conhecer o que se possui, aprender a “dar um jeito” quando preciso. Não existe intimidade sem compromisso, valor sem afeto, relacionamento sem reciprocidade. O amor, quase sempre, exige alguma responsabilidade. Seja pela confiança que lhe foi depositada, pela segurança emocional do outro ou – talvez - o cuidado com as palavras que virão a ser ditas.


Não importam os anos, defeitos e contratempos, algumas coisas simplesmente merecem ficar pelo que fizeram e fazem por nós.