quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

IRONIAS DO AMOR.


"O destino é a ponte que criamos até a pessoa amada."



Essa frase faz parte de um filme que acabo de assistir: Ironias do amor. Conta a história de Charlie e Jordan. Charlie, um estudante, realista, com os pés no chão e que gosta de planejar a sua vida. Nunca havia conhecido, de fato, uma paixão. Jordan é o seu oposto. Impulsiva, jovem e encantadora. Um dia, no metrô, Charlie salva a vida de Jordan e, a partir dai, ela passa a fazer parte da sua vida de uma forma que ele jamais poderia imaginar. O problema é que Jordan guarda segredos que, mais a frente, seriam determinantes para a felicidade – ou não – de Charlie. Jordan conta a seu mais novo amado que rompeu com seu noivo, mentira, ele havia morrido. Ela notou semelhanças entre seu noivo e Charlie. Expressões, costumes, desejos. Ela decide então viver com Charlie tudo o que viveu com seu amado noivo. Ela o leva aos mesmos lugares, repete a sua vida como em um verdadeiro filme. Seria como se ela pudesse se reencontrar com aquele que partiu e nunca mais voltaria. Eles acabam se envolvendo, é claro. Um amor puro, bonito, real. Mas Jordan se vê dividida entre seu passado e seu possível futuro ao lado de Charlie. Ela opta então por ficar um ano fora, para transformar essas dúvidas em certezas. Junto com Charlie combina um dia, hora e local em especial para se encontrarem caso ela tenha se decidido. Mas a vida que é mestre em nos surpreender só dá essa certeza a ela um dia depois do marcado. E Charlie se vê ali, debaixo daquela árvore, sem Jordan. Apenas com uma carta - deixada a um ano atrás - em que ela dizia que, caso estivesse ali na sua frente enquanto ele a lesse, ela teria decidido viver ao seu lado. Mas, caso o contrário, ela ainda não estava pronta. Mas, mais uma vez, a vida os surpreende. Desde o fim – trágico – de seu noivado, Jordan mantém uma ótima relação com sua sogra. E esta tenta apresentá-la a um rapaz e ela rejeita a proposta. Um ano depois, sua sogra decide apresentá-la a outro rapaz. Um jovem com futuro promissor que a vida acabou apresentando a ela. Adivinhem quem chega ao restaurante para ser apresentado – pela segunda vez – a Jordan? É um filme denso, desses que toda e qualquer pessoa se identifica em algum momento. A questão é que ele deixa uma coisa clara: nada, nenhum obstáculo, percalço da vida ou impedimento será forte o suficiente para impedir aquilo que já foi escrito. Duas pessoas resistiram a um ano separados, a um passado que batia a porta a todo momento, resistiram a todas as dúvidas que surgiram e quando tudo parecia perdido e o controle da situação escapou-lhes das mãos, o destino se encarregou de uni-los novamente. Porque a vida é feita de encontros e desencontros, eu sei. Mas ela, assim como nós, é encantada pelo amor. Ah, e Charlie também nos ensina algo e esta é a lição mais importante a ser tirada do filme: se você ama realmente alguém, confie no que sente, espere por essa pessoa!

ALMA GÊMEA.



Existe um mito – antigo - que explica como as almas gêmeas surgiram. Ele diz que antigamente os homens eram seres completos: duas cabeças, quatro braços, quatro pernas. Eram chamados de andróginos. Existiam aqueles formados por dois homens, os formados por duas mulheres e aqueles que possuíam uma metade feminina e outra masculina. Eram seres poderosos e, por consequência de todo esse poder, passaram a se comparar com os deuses e decidiram lutar contra eles. Como castigo, foram separados de suas metades. E destinados a vagar pelo mundo em busca das mesmas.
Esse mito se perdeu ao longo dos séculos, como muitos outros, mas é inegável o fato de que nós passamos nossa vida buscando por aquele que seria a nossa metade. Aquele que nos completaria. Alguns tentam diversas metades, até encontrar a certa. E outros, nunca a encontram. Uma busca, incessante, por aquilo que nos supriria de forma plena. É lindo imaginar que existe alguém que possui tudo aquilo que nos falta. Seja aquilo que irá nos permitir sonhar, ou o que manterá nossos pés no chão. Mas, por outro lado, é desesperador imaginar que temos a necessidade de alguém. Que não conseguimos olhar nosso reflexo e nos sentirmos plenos. Acharmos que esta plenitude só será sentida quando a nossa metade for encontrada.
Sou uma fiel defensora das almas gêmeas e, é claro, do felizes-para-sempre. Me encanta imaginar que nascemos destinados a nos reconhecer em alguém, nos apaixonarmos e vivermos algo nunca antes imaginado. Com força e poder imensurável. Mas por outro lado não quero me sentir incompleta, como se faltasse um pedaço. Seria frustrante. Porque completos nós somos. Só precisamos encontrar alguém que nos permita viver e desfrutar da nossa – e da sua - plenitude. Sem que essa pessoa necessite atender a uma série de pré-requisitos. Como se fosse possível escolher a dedo o amor que nos será ofertado. A relação entre duas metades deve ser incrível, eu sei. Mas entre dois inteiros, por experiência própria, é mágica.

OUTRO ALGUÉM



Pode ser que, em algum canto do mundo, exista alguém que o signo combine mais com o seu. E que, talvez, o mapa astral não entre tanto em conflito quanto o nosso. Essa pessoa poderia te provocar mais sorrisos, e causar menos noites mal dormidas por conta de algum desentendimento durante o dia, ou o passado batendo a porta. Alguém que daria o braço a torcer facilmente, porque seu orgulho seria dez vezes menor que o meu. Ou que durante uma conversa conseguiria expor suas ideias no lugar de calar-se, porque sabe como isso te irrita. Ela não se importaria se alguma mulher do seu passado aparecesse e te abraçasse. Ou então quando, vez ou outra, tivesse que dividir a sua atenção com outro alguém. Uma pessoa tranquila, com a qual você sempre saberia como seria o dia seguinte. Hoje, depois de tudo que passamos, não temos mais a certeza do amanhã. Talvez vocês sejam bastante parecidos, tenham vivido experiências semelhantes e se interessem pelas mesmas coisas. Pode ser que nunca te magoe, nunca erre ou troque os pés pelas mãos como eu tantas vezes fiz. Esse alguém pode ser a sua alma gêmea. E, provavelmente, você deveria estar com ela. Mas sabe de uma coisa? Ela poderia te amar de forma plena. Com toda a sua alma, durante toda a sua vida. Mas não chegaria perto do que sinto por você em um final de semana.


Se fosse fácil, amor, que graça teria?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

AMIZADE.



Amigo bom é amigo completo. Sem isso de amigo-de-bar, amigo-de-balada, ou qualquer divisão de algo que deveria ser pleno. Estou enganada ou fazer essa divisão nos levaria apenas a viver de aparências? Pra mim essas pessoas não passam de colegas que, eventualmente, a vida nos apresenta. A verdade é uma só: ou é amigo, ou não é. O que há de triste nisso? Hoje, quando olho para os lados, observo certas relações e até mesmo quando repenso as minhas, percebo que está cada vez mais difícil encontrar alguém em quem confiar. Cegamente, sabe? Porque em um mundo onde – infelizmente – somos movidos a interesse, é difícil encontrar alguém que, sem intenção alguma, se aproxime e decida ficar na nossa vida. Um mundo cheio de inveja, despeito, raiva, mágoa. Pessoas que se aproximam apenas por curiosidade e passam longe de sentir qualquer preocupação com você e sua integridade. O que falta? O ombro nos dias tristes e o colo dado sem hesitar quando, vez ou outra, os percalços da vida te tiram do eixo. O brilho nos olhos daquela pessoa ao saber da sua mais nova conquista ou mais novo amor. Amigo sabe, antes de tudo, dizer não. Não encontramos ou descobrimos um amigo, nos identificamos. Nos reconhecemos em alguém. O egoísmo, a ingratidão e o desrespeito são sentimentos muito tristes. Muito feios. Sobretudo na amizade. Não consigo, como muitos, dividir meus amigos em setores e, por consequência, dar funções a eles: você bebe comigo, você conversa, você dá uma volta, você fofoca. Amizade deve ser plena, com a confirmação da nossa alma de que é real. Deve haver afeto, zelo, de maneira recíproca. Chego a triste conclusão de que ser um bom amigo não é pro bico de qualquer um. Ter um então...

Afinal, quantos AMIGOS você tem?