"O destino é a ponte que criamos até a pessoa amada."
Essa frase faz parte de um
filme que acabo de assistir: Ironias do amor. Conta a história de Charlie e
Jordan. Charlie, um estudante, realista, com os pés no chão e que gosta de
planejar a sua vida. Nunca havia conhecido, de fato, uma paixão. Jordan é o seu
oposto. Impulsiva, jovem e encantadora. Um dia, no metrô, Charlie salva a vida
de Jordan e, a partir dai, ela passa a fazer parte da sua vida de uma forma que
ele jamais poderia imaginar. O problema é que Jordan guarda segredos que, mais
a frente, seriam determinantes para a felicidade – ou não – de Charlie. Jordan
conta a seu mais novo amado que rompeu com seu noivo, mentira, ele havia
morrido. Ela notou semelhanças entre seu noivo e Charlie. Expressões, costumes,
desejos. Ela decide então viver com Charlie tudo o que viveu com seu amado
noivo. Ela o leva aos mesmos lugares, repete a sua vida como em um verdadeiro
filme. Seria como se ela pudesse se reencontrar com aquele que partiu e nunca
mais voltaria. Eles acabam se envolvendo, é claro. Um amor puro, bonito, real.
Mas Jordan se vê dividida entre seu passado e seu possível futuro ao lado de
Charlie. Ela opta então por ficar um ano fora, para transformar essas dúvidas em
certezas. Junto com Charlie combina um dia, hora e local em especial para se encontrarem
caso ela tenha se decidido. Mas a vida que é mestre em nos surpreender só dá
essa certeza a ela um dia depois do marcado. E Charlie se vê ali, debaixo
daquela árvore, sem Jordan. Apenas com uma carta - deixada a um ano atrás - em que ela dizia que, caso estivesse ali na sua frente enquanto ele a lesse, ela teria decidido viver ao seu lado. Mas, caso o contrário, ela ainda não estava pronta. Mas, mais uma vez, a vida os surpreende. Desde o
fim – trágico – de seu noivado, Jordan mantém uma ótima relação com sua sogra.
E esta tenta apresentá-la a um rapaz e ela rejeita a proposta. Um ano depois,
sua sogra decide apresentá-la a outro rapaz. Um jovem com futuro promissor que
a vida acabou apresentando a ela. Adivinhem quem chega ao restaurante para ser
apresentado – pela segunda vez – a Jordan? É um filme denso, desses que toda e
qualquer pessoa se identifica em algum momento. A questão é que ele deixa uma
coisa clara: nada, nenhum obstáculo, percalço da vida ou impedimento será forte
o suficiente para impedir aquilo que já foi escrito. Duas pessoas resistiram a
um ano separados, a um passado que batia a porta a todo momento, resistiram a todas as dúvidas que surgiram e quando tudo
parecia perdido e o controle da situação escapou-lhes das mãos, o destino se
encarregou de uni-los novamente. Porque a vida é feita de encontros e
desencontros, eu sei. Mas ela, assim como nós, é encantada pelo amor. Ah, e Charlie também nos ensina algo e esta é a lição mais importante a ser tirada do filme: se você ama realmente alguém, confie no que sente, espere por essa pessoa!
