Uma coisa é certa: incompreensão no
namoro é tudo que não deve existir. Se um não tenta de verdade entender o que
se passa com o outro, não há muito o que fazer, estão fadados ao fracasso. E eu
demorei a perceber isso. As coisas pioram quando começamos a nos imaginar sem a
pessoa ou, na pior das hipóteses, quando encaramos essa situação como algo bom.
Estar junto e não estar presente faz a gente se sentir substituível. Parece que
o outro quer aproveitar qualquer oportunidade de não estar junto. E isso dói.
No fim das contas devemos aprender a falar mais, sem essa coisa de separar em
“erro seu e erro meu”. Porque errar é normal. Fazer algo ruim e não notar, também. Isso
de encaixe perfeito a gente vai moldando com o tempo. Muito tempo. A
dificuldade em se relacionar está, na verdade, em saber até onde devemos ir para –
tentar – salvar algo que, até então, julgávamos tão seguro. A gente nunca sabe
até onde podemos insistir, justamente porque não sabemos qual é a vontade do
outro. Então, aqui vai meu conselho: pare e pense. Parece óbvio, mas analisar o
que está acontecendo com bastante calma para ver o que está passando
despercebido é determinante pra se decidir o que fazer. Quando as coisas
degringolam um bocado a gente cansa de pensar e quer agir o quanto antes.
Fixamos na cabeça a ideia de que precisamos nos empenhar mais. Eu, particularmente, acho que se
empenhar mais não seja o ideal, mas se empenhar na coisa certa, entende? Eu
comecei a perceber, por exemplo, que algumas coisas são consequências de
problemas que nem sabíamos que existiam, justamente porque não nos foi dito. É muito difícil saber o que se passa
na cabeça do outro, mas é essa aproximação que ajuda a decidir se vale ou não o
esforço. Quando você descobrir o que leva o outro a fazer as coisas que faz,
vai saber na hora se vale a pena se importar. Caso a resposta seja negativa,
não encare como problema, e sim como libertação. O começo de uma coisa nova que
vai ser mais positiva que o relacionamento.
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
ADEUS.
Não
sei qual a sua atitude sobre a noite passada, não estou orgulhoso de mim
também. Mas entenda que eu não busquei isso e não me culpe pelo que aconteceu.
A bebida não pode nos servir de desculpa, mas foi um fator. Me impediu de saber
como reagir ou negar. Não julguemos como algo premeditado, não foi. Não pense
que não ligo pra você ou sua felicidade. Desvairadamente é com o que mais me
importo, zele por ela, ainda que longe de mim. Já tumultuei um bocado a sua
vida, tanto eu quanto você merecemos algo diferente, maior ou, no mínimo, menos
tóxico que isso. Não faço ideia de como será a vida sem você, mas, com sorte,
irei aprender. Levarei, não na memória, mas no cotidiano e nas atitudes que
tomarei daqui pra frente tudo o que me foi ensinado por você. Espero que seja
feliz. Sempre. Muito. Eternamente. Que nada lhe falte, amor. Espero um belo
futuro e, antes de tudo, uma vida tranquila. Sei da raiva que deve estar
sentindo de mim, de nós. Estamos todos. Nunca me imaginei em qualquer situação
parecida contigo. Mas entenda, você tem tomado decisões que passam por cima dos
sentimentos de quem a ama. Talvez com isso você cresça, assim como eu.
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