sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Lou(cura).

A imagem plácida extinguiu-se. Dentre todos os desencantos herdados por parte de seus eternos gamenhos, sua postura mantinha-se serena. Inquietava-se, apenas, ao deparar-se com algum destes idílios que, eventualmente, a vida traz. Bastou um encontro. Aquele olhar corroeu o muro, tão alto, que a cercava. Fugiu da maneira mais ligeira e agressiva que seu corpo permitia, mas debalde. Tornou-se intrínseco à mente – fazia parte; estava dentro. Oh, pequena! Não soube - não desta vez - fazer o fogo cessar. A brisa soprava contra suas vontades, mantendo acesos seus desejos. Pela primeira vez, provou de sua mais doce loucura. Aprendeu a amar.

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