Não sei nadar, nunca soube. E para completar: me afoguei. A
angustia, o desespero, a impotencia. Eu, ali, precisando ser salva. Hoje
somente me arrisco a molhar os pés, checar a temperatura e, usando essa
desculpa, voltar para a areia. Segura. Tranquila. Terra firme, pés no
chão! O mar me encanta, mas não ouso entrar, não sei nadar.
Não sei amar, nunca soube. E para completar: o conheci. A angustia, o desespero, a impotencia. Eu, ali, sendo salva. Molhei os pés: água quente, mansa, límpida. E essa pureza e transparência pela primeira vez não perturbaram. Acolheram! Olhei pra trás: a areia, como sempre, intacta e - antes de tudo - segura. Minha dúvida. O seu pedido. O meu sim. Dei dois passos, voltei um. Pra que pressa? Fiquei, gostei de ficar... Não sei amar, mas molhar os cabelos vez ou outra não faz mal.
Não sei amar, nunca soube. E para completar: o conheci. A angustia, o desespero, a impotencia. Eu, ali, sendo salva. Molhei os pés: água quente, mansa, límpida. E essa pureza e transparência pela primeira vez não perturbaram. Acolheram! Olhei pra trás: a areia, como sempre, intacta e - antes de tudo - segura. Minha dúvida. O seu pedido. O meu sim. Dei dois passos, voltei um. Pra que pressa? Fiquei, gostei de ficar... Não sei amar, mas molhar os cabelos vez ou outra não faz mal.
Ele sabe nadar...
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