Antes de colocar seu coração em movimento verifique as
condições do mesmo. Todos os itens de segurança estão em dia?
Ao dirigir um coração de
maior porte tome cuidado com os menores. Costumam ser mais frágeis e vem,
normalmente, de algum eventual acidente. Carregam consigo sequelas e costumam
demorar a fazer as pazes com o passado, aceitando que – vez ou outra - a pista se encontra molhada e
escorregadia. Tome cuidado também com os pedestres. Essas pessoas solicitarão que você pare e as deixe passar, de forma rápida, pela sua vida.
Não o acompanharão nesta viagem, mas seja gentil, ofereça uma carona e talvez
ela, por ironia do destino, decida ficar. Não freie bruscamente o veículo, exceto
por razões de segurança: sua, do carona ou de um possível pedestre – é claro.
Quando julgar necessário reduza a velocidade, talvez seja bom respeitar as
placas que te indicam quando avançar ou recuar. Não tenha pressa e aceite: leva
tempo. A estrada conta com retornos caso você desista de embarcar nessa viagem.
Às vezes precisamos de alguns reparos e só nos damos conta disso ao ligar o
motor e pisar fundo no acelerador. Não estacione em qualquer lugar, ninguém
quer ser rebocado. O prejuízo é grande. Cuidado com os barbeiros. Como passaram
no exame psicotécnico? Avanços de sinal, ultrapassagens mal feitas, uso de
vagas destinadas a outras pessoas. Acostume-se, vez ou outra você irá se
deparar com um coração que é guiado por alguém faz dessa viagem uma experiência
turbulenta e vazia. Mantenha uma distância segura do coração à frente isso irá
lhe permitir condições favoráveis para reagir, frear, e impedir que colidam de
forma brusca. Ninguém quer que o outro saia com perda total, né? Evite
distrações, elas costumam surgir quando menos se espera. Seja responsável pelas
pessoas que transporta, por via das dúvidas trave a porta.
E é claro, faça um seguro.
Nunca se sabe quando seu coração será roubado.

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