O amor age às ocultas, secretamente, sem sequer ser
pressentido. Ele aparece no corpo de uma mensagem. Na surpresa de um
telefonema. Dentro de um abraço ou, quem sabe, em um beijo roubado. O amor está
no sexo, na alegria e melancolia. Esta na vida e também na morte - do orgulho, do medo, do "eu". O amor é frívolo e, vez ou outra, negligente.
O amor testa, sempre que julga necessário, nossa resiliência. Mas em troca, este mesmo
amor que por vezes foi traiçoeiro, me oferece abrigo, afago, colo. Não tem como
não sorrir, não sentir esse calor no peito e certeza na alma de que passei pela
minha vida e vivi um amor puro, bonito e pleno. Que conquistou
tudo o que podia e merecia de mim. De nós. Um amor que me sorriu de volta e me deu a mão. Um amor que pede socorro quando preciso,
que grita e reclama. Mas é também um amor que tolera, que acolhe e protege. E
que, acima de tudo, me faz querer ficar. E lutar.
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