Você
deveria, de algum modo, notar o que espero de você. Não me leve a mal. Não é
falta de paciência, vontade ou fé nisso tudo. Mas é esse “nós” sem mãos dadas, certezas
ou garantia que me leva ao “até quando”. Ninguém se contenta com metade ao
saber que existe algo mais. Pode ser carência, fase, ou algum medo bobo que me
visitou e esqueceu de ir embora. Entenda: estar em uma relação sem ter um
relacionamento, depois de algum tempo é, no mínimo, confuso. Não sei ler esse
teu silêncio que ora nos une, ora me afasta. Até quando vou evitar que perceba
o quanto isso tem me machucado? Me sufocado. Você tem medo de pagar o preço à
vista enquanto eu parcelo, financio, encaro juros e tarifas.
Eu
preciso de alguém que se permita e acredite no que sinto. Alguém, antes de
tudo, disposto a aprender dia após dia, semana após semana, que futuro perfeito
não existe e que o amor tem pressa.

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