quarta-feira, 15 de outubro de 2014

NOSSO QUASE


Você deveria, de algum modo, notar o que espero de você. Não me leve a mal. Não é falta de paciência, vontade ou fé nisso tudo. Mas é esse “nós” sem mãos dadas, certezas ou garantia que me leva ao “até quando”. Ninguém se contenta com metade ao saber que existe algo mais. Pode ser carência, fase, ou algum medo bobo que me visitou e esqueceu de ir embora. Entenda: estar em uma relação sem ter um relacionamento, depois de algum tempo é, no mínimo, confuso. Não sei ler esse teu silêncio que ora nos une, ora me afasta. Até quando vou evitar que perceba o quanto isso tem me machucado? Me sufocado. Você tem medo de pagar o preço à vista enquanto eu parcelo, financio, encaro juros e tarifas.

Eu preciso de alguém que se permita e acredite no que sinto. Alguém, antes de tudo, disposto a aprender dia após dia, semana após semana, que futuro perfeito não existe e que o amor tem pressa. 

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