terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A ERA DO: “I LIVE FOR THE APPLAUSE”.




Faz algum tempo que tenho reparado e refletido sobre este grupo. E não sei definir o que sinto ao me deparar com alguém ou situação em que estas pessoas estejam inseridas. A verdade é que no fim das contas prevalece o sentimento de pena, por mais triste que seja sentir isso por alguém. Se antes as pessoas lutavam pela sua privacidade, hoje descem aos mais baixos níveis por atenção. Não estou pedindo mais humildade ou modéstia para o mundo, principalmente por não trazer comigo essas qualidades. Peço gentileza! A grande verdade e o que mais assusta nessas pessoas é a falta de escrúpulos para conseguir o que almejam: atenção. A internet, sem dúvida, acabou por potencializar a falta de gentileza com o próximo por parte de pessoas que, quando julgam “necessário”, fazem uso da “fraqueza” alheia para se vangloriar. Puxar o tapete tornou-se um hábito. Sentir-se superior um vicio. Comparações são feitas a todo momento. O ego passou a ser o que de mais importante alguém pode zelar e inflá-lo tornou-se prioridade. A vida do outro passou a ser motivo de piada, fofoca, chacota e gozação. E as consequências dessas atitudes são constantemente ignoradas. Mesmo que você seja seleto com aquilo que consome – no que diz respeito às mídias – esta sujeito a se deparar com alguma situação dessa ou, pior ainda, ser vitima de uma. O intimo virou público, e você não tem o direito de escolha. O bom senso deu lugar a publicações em sites e páginas de péssimo gosto, onde a integridade e intimidade alheia são invadidas e diariamente desrespeitadas. Sobre essas pessoas, em suma, acredito que são - antes de tudo - infelizes. Com sua vida, com o que fazem, com o que se tornaram. Inseguras e, por isso, precisam diminuir o outro para se sentirem maiores e/ou melhores do que realmente são. Os aplausos alheios são a "confirmação" de que precisam para se sentirem vivos e importantes. Chego a conclusão de que o mundo necessita de mais sabedoria. E que, no lugar de atenção, busquemos o reconhecimento por aquilo que de bom fazemos por nós e pelo outro. 


A vocês deixo minhas sinceras vaias.  
Ou a forma mais sublime de lidar com a ignorância alheia: o silêncio.

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