segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Se não fosse você, amor, quem mais seria?




Naquela noite estavam deitados, os dois, enquanto esperavam um bom motivo para levantar. Ele dorme enquanto ela pensa sobre o que a fazia – ainda – estar ali. O porque de, dessa vez, ela ter decidido ficar na vida de alguém. Conheceu tantos outros melhores. Tantas promessas encantadoras de um futuro doce e promissor. E, no entanto, ela o escolheu. Com um passado que nenhuma boa moça arriscaria desvendar ou fazer parte. Com uma bagagem de erros e possíveis corações partidos. Com um coração frio sem nenhuma esperança e fé no amor. Ele não era o mais alto, o mais forte, o mais inteligente, e ainda assim ela o escolheu. De repente, ali, deitada olhando pra ele que transmitia inocência ao estar ali tão indefeso, ela soube exatamente o motivo. Ele a fazia sorrir, como nenhum outro foi capaz de fazer. Ele era capaz de fazer o coração dela quase parar ao envolvê-la em seu abraço. Só ele possui aquela fragrância que se tornou a preferida e que, como que por encanto, é sentida em diversas horas do seu dia. Ela ficou e ficará por muito tempo porque quando o escolheu entregou o seu coração e disse: faz o que quiser com isso. Ela o escolheu porque sem essa pessoa que estava ali, na sua frente, ela não seria o que de mais importante poderia e conseguiu ser: dele. Seus pensamentos, de repente, sumiram e se reduziram apenas a certezas...

Ele acordou e, sem saber de nada disso, a abraçou.

 

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