quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O QUE O AMOR PODE, VEZ OU OUTRA, ENSINAR.

A ela:

Ela aprendeu que seu orgulho não vale de nada. E que se precisar dar o braço a torcer, vez ou outra, ela fará isso. Aprendeu que há sorrisos e sorrisos, mas desde dezembro todos os que surgem em seu rosto tem um motivo em especial, o dele. Aquele sorriso esparramado que parece dizer: vem-mais-pra-perto. Ela notou que ele não liga se ela tem um, dois ou três parafusos a menos, porque nesse mundo quem tenta ser normal... Perde tempo! Ela notou que ele não fica triste se ela não consegue dizer eu-te-amo várias vezes ao dia, porque ele sabe que todo o amor que cabe em sua blusa m é dele. Ela aprendeu que nesse mundo é bom ter alguém em quem confiar cegamente. E que dessa vez ela pode, sem receios, se entregar a alguém. Ela passou a acreditar em destino, sorte e até em azar. Azar daqueles que não tiveram a mesma sorte que eles. Ela aprendeu que o melhor remédio para a cara amarrada dele é um beijo atrás da orelha e o seu silêncio. Aprendeu a proteger e ser protegida e a lutar por algo que o mundo diz que é errado, mas que ela sabe, lá no fundo e também no raso que não é. Afinal, a faz sorrir. Ela aprendeu, antes de tudo a ser dele.

A ele:

Ele aprendeu que, vez ou outra, a vida pode surpreender e ele pode perceber que vale a pena acreditar, de novo e sempre, no amor. Notou que o rumo da vida muda quando nenhum outro olho brilha mais que o dela ao encontrá-lo. Ela não liga para a sua conta bancária ou se seu currículo é vasto e amplo. Ela liga para o telefonema no fim da noite só para dizer como-foi-o-seu-dia? Ou sua mensagem singela de estou-com-saudades, e ele gosta quando ela demonstra isso. Ele aprendeu a esperar. A silenciar. E, não sem esforço, a entender que se fosse fácil, não valeria tanto a pena. Aprendeu que sua segurança e confiança em si mesmo não segura qualquer fase ruim, mas que o amor que ela sente por ele sim. E que, se vez ou outra ele precisar, ela se vira do avesso e deixa tudo o que foi tirado em seu devido lugar. Ele aprendeu a reconhecer cada gesto dela, por mais sutil que seja, e a saber se esta por vir uma tempestade ou dias de sol. Ele aprendeu a cuidar de alguém como de si mesmo e se sentir feliz e orgulhoso por isso. Ele, antes de tudo, aprendeu a ser dela.

Nenhum comentário:

Postar um comentário