Amigo bom é amigo
completo. Sem isso de amigo-de-bar, amigo-de-balada, ou qualquer divisão de
algo que deveria ser pleno. Estou enganada ou fazer essa divisão nos levaria
apenas a viver de aparências? Pra mim essas pessoas não passam de colegas que,
eventualmente, a vida nos apresenta. A verdade é uma só: ou é amigo, ou não é. O
que há de triste nisso? Hoje, quando olho para os lados, observo certas relações e até mesmo quando repenso as minhas, percebo que está cada
vez mais difícil encontrar alguém em quem confiar. Cegamente, sabe? Porque em
um mundo onde – infelizmente – somos movidos a interesse, é difícil encontrar
alguém que, sem intenção alguma, se aproxime e decida ficar na nossa vida. Um mundo
cheio de inveja, despeito, raiva, mágoa. Pessoas que se aproximam apenas por
curiosidade e passam longe de sentir qualquer preocupação com você e sua
integridade. O que falta? O ombro nos dias tristes e o colo dado sem hesitar
quando, vez ou outra, os percalços da vida te tiram do eixo. O brilho nos olhos
daquela pessoa ao saber da sua mais nova conquista ou mais novo amor. Amigo
sabe, antes de tudo, dizer não. Não encontramos ou descobrimos um amigo, nos
identificamos. Nos reconhecemos em alguém. O egoísmo, a ingratidão e o
desrespeito são sentimentos muito tristes. Muito feios. Sobretudo na amizade. Não
consigo, como muitos, dividir meus amigos em setores e, por consequência, dar
funções a eles: você bebe comigo, você conversa, você dá uma volta, você fofoca.
Amizade deve ser plena, com a confirmação da nossa alma de que é real. Deve
haver afeto, zelo, de maneira recíproca. Chego a triste conclusão de que ser um
bom amigo não é pro bico de qualquer um. Ter um então...
Afinal, quantos AMIGOS
você tem?
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