O beijo de bom dia. Ou
aquele de daqui-a-pouco-a-gente-levanta.
O calor de um abraço no fim da tarde. O afago em seus cabelos. As noites que
dormiram juntos e – principalmente – as noite em claro. O cheiro dele na sua
roupa. O seu, é claro, na dele. Aquela blusa dele, que fica na segunda gaveta, e você usa para dormir. Os recados de estou-com-saudades depois de alguns minutos da despedida. As juras
feitas ao pé do ouvido. Os planos feitos no fim da noite. O sorriso durante o
choro. E o silêncio seguido de um abraço após uma briga. O sofá pequeno que
acolhe vocês dois. A cama grande que – em uma divisão injusta entre vocês – se torna
pequena para tudo que ali repousa. O cheiro na nuca. O eu-te-amo dito baixinho,
quase como um sopro, só pra ver se ele não escuta. O cinema no domingo a noite
e a volta pra casa. O beijo doce. O beijo que tira o fôlego. As brigas, bobas,
e você pensando enquanto ele fala: o-que-eu-vi-nesse-cara.
O humor exagerado dele que te arranca, quase que a força, as suas melhores
gargalhadas. A forma como, mesmo com todo o vento soprando contra, esse amor
perdura. A forma como mesmo quando você pensa que de amanhã não passa, o amanhã
chega e o depois também. Os planos, incertos, e vocês certos de vão acontecer. Pequenas
coisas – quiçá bobas - que acabam fazendo deles... Grandes.

Nenhum comentário:
Postar um comentário