Nunca imaginei um dia
encarar o amor como doença. E na verdade hesito em fazê-lo. Seria muito triste
desacreditar e desencantar de tudo aquilo que me inspira. Amor é pra trazer
paz, felicidade, tranquilidade e tudo que isso implica. Ou estou enganada? Mas o que falar sobre as
pessoas-que-amam-demais? Dessas pessoas que atribuem carga negativa à expressão:
estou-louco-de-amor-por-você. Esse grupo vem crescendo e de forma assustadora. Todos
os dias, basta ligar a televisão e uma verdadeira tempestade de noticias
tristes e violentas cai sobre nós. Casos onde homens ficam frustrados com o
término de uma relação e decidem dar cabo da vida de suas parceiras. Ou, muitas
vezes, fazê-la sofrer descontando em sua família. Mulheres, desequilibradas, que
assassinam as novas parceiras de seus ex-maridos ou namorados. Pessoas que são traídas
e enxergam apenas a morte – sua ou a do outro – como consolo. As consequências? Famílias
destruídas, filhos esquecidos, futuros DESTRUÍDOS. Amor que deveria ser a brigo, passa a ser cativeiro. O amor que deveria trazer consigo o cuidado com o outro dá lugar a ofensas e agressões. Quando
uma relação chega ao fim significa que a relação acabou. Não o mundo! É triste
se despedir de algo que carregava consigo a promessa de ser eterno. Concordo. Mas
é necessário respeitarmos o tempo das coisas e compreender que ele não é igual
ao nosso. Que me desculpem os jornalistas, redatores e escritores. Mas essas
pessoas não amam demais. Como isso pode ser amor? Quando se ama alguém, por
mais difícil que seja compreender esta frase, o que queremos é que a pessoa
amada seja feliz, independente da nossa presença. Queremos ser o que de melhor essa pessoa merece. Mas se é assim que vocês
chamam essas pessoas, como pessoas-que-amam-demais, aqui vai o meu pedido: POR
FAVOR, ME AMEM DE MENOS!
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